A difícil arte de ser você mesmo

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Sobre nós há um manto, algo como uma grande neblina, que nos impede de ver para além do que a sociedade constrói como modelo de vida, de certo e de errado. Há um modelo impresso, que nossos olhos veem e nossa razão cobra que sigamos. É uma verdadeira matrix.

A necessidade de aceitação inerente ao bicho homem, nos faz negociar quase tudo para garantir um vaguinha nesse espaço conturbado e infeliz, que nada mais faz do que nos afastar daquilo que realmente queremos: ser felizes.

Quanto mais buscamos essa aceitação, mais iguais ficamos, mais fugimos de nós mesmos, mais distante ficamos daquilo que pode ser a chave do nosso sucesso, e mais próximos de adoecer.

No mundo jurídico a matrix tem a cara da Deusa Themis. Poderosa, imponente e formal, ela representa bem as carreiras jurídicas, que têm suas próprias neblinas. A cara do juiz, do advogado, do promotor de justiça e do defensor público já estão desenhadas. Se você, meu caro estudante de Direito, ou Bacharel, quiser seguir uma dessas carreiras, acreditará que terá que vestir “a capa” da profissão.

Duvide disso. Saiba que sua força está em ser quem você é. Talvez um pouco lento, simpático, centrado, leal, solidário, emocional demais, tímido. Suas características e talentos apontam para alguma direção. E se o que dói é resistir, por que não potencializar seus talentos, apostando neles e seguindo nessa direção cegamente? (Ao invés de fugir deles para satisfazer a matrix).

Sim, seguir na direção que seus talentos apontam cegamente. Sentir é mais importante do que ouvir. Vozes podem vir de fora, sentir vem sempre de dentro. Se o seu sentir estiver construído sobre as bases da matrix e afastá-lo da sua essência, sua insatifação gritará. Dê-lhe ouvidos e procure outros caminhos. Mas não desista de acreditar em você, antes de acreditar em qualquer voz, conselho ou mesmo estatística.

Um grande abraço e muito sucesso.

Márcia

 

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